quinta-feira, 1 de setembro de 2011

PALESTRANTES DO MÊS - SETEMBRO 2011:

03 SAB MARCIA
07 QUA FRANCINE

10 SAB CLAUDIA
14 QUA SANDRA
17 SAB LAIS
21 QUA DAURA
24 SAB LORENI

UM MERGULHO NO EVANGELHO - Parte 02


ESTUDO DO “EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”
INTRODUÇÃO


OBJETIVO DA OBRA:

As matérias contidas nos Evangelhos podem ser divididas em cinco partes distintas: os atos comuns da vida de Cristo; os milagres; as predições; as palavras que foram tomadas pela Igreja para fundamento de seus dogmas; e o ensino moral.

Ao longo da História, as quatro primeiras tem sido objeto de constantes controvérsias. A última, porém, permanece inatacável. Diante desse Código Divino, a própria incredulidade se curva.

Para os homens, em particular, aquele Código constitui uma regra de conduta capaz de abranger todas as circunstâncias da vida pública e privada; o princípio de todas as relações sociais, baseados na mais rigorosa justiça. E, finalmente, acima de todas as coisas, o roteiro infalível para a felicidade, o levantamento de uma ponta do véu que nos encobre a vida futura. É exatamente nesta parte que se embasa o objetivo desta obra.

A forma alegórica e o intencional misticismo da linguagem do Evangelho; faz com que ele seja lido, pela maioria, apenas por dever e desencargo de consciência. Da mesma maneira, é feita a leitura das preces, sem entendimento e, portanto, sem proveito. Assim, passam-lhes despercebidos os preceitos morais, disseminados aqui e ali, intercalados em meio às narrativas. Torna-se, então, impossível tornar, o conjunto,  objeto de leitura e meditações especiais.

Muitas passagens, tanto dos Evangelhos quanto da Bíblia e, até mesmo, da obra de autores sacros em geral, são consideradas ininteligíveis e, muitas vezes, irracionais. Tudo isso se dá pela falta de uma chave que lhes faculte interpretar, de forma correta, e lhes apreender o verdadeiro sentido. É no Espiritismo que esta chave se apresenta e se completa, como já puderam reconhecer todos aqueles que, ao longo de sua História, o tem, seriamente, estudado.

Esta é uma obra para todos, onde, todos podem buscar a maneira correta de proceder, de acordo com a moral do Cristo. Aos Espíritas, oferece aplicações que, de modo geral, lhes dizem respeito. Graças às relações estabelecidas, desde o princípio e de forma permanente, entre os homens e o mundo invisível, a Lei Evangélica que os próprios Espíritos ensinaram, a todas as nações do Planeta, já não será “letra morta”. Cada um conseguirá compreende-la e se verá, incessantemente, levado a colocá-la em prática, a conselho de seus guias espirituais.

As instruções que provém dos Espíritos são, verdadeiramente, as vozes do Céu, que vem esclarecer aos homens, e convida-los à prática do Evangelho.

SUGESTÃO DE ESTUDO:
Leitura de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” – Introdução, Parte I.

Psquisa e Elaboração: Kika

UM MERGULHO NO EVANGELHO - Parte 01


ESTUDO DO "EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO"
HISTÓRIA DOS HEBREUS

INTRODUÇÃO:

Para entender o Evangelho, é preciso, num primeiro momento, entender a Bíblia e, para tanto, conhecer um pouco da história do povo, em meio ao qual ela surgiu.

A Bíblia, cujo nome quer dizer, simplesmente, “O Livro” é, na verdade, uma biblioteca que reúne diversos livros da religião hebraica. São 42 livros escritos por diversos autores. Todos foram escritos em hebraico e aramaico, para mais tarde, serem traduzidos para o latim, por São Jerônimo, na conhecida Vulgata Latina, do Século V de nossa Era.

“No primeiro dia, Deus criou o céu e a terra”. Assim começa a Gênese, o primeiro livro da Bíblia. E com essa afirmação, a religião dos hebreus se separou, desde o princípio, de todas as demais filosofias religiosas da Antiguidade. Estava criada a primeira religião monoteísta que se tem notícia - o Judaísmo.

Mas quem foi esse povo, intitulado “Povo de Deus”, e que fez de sua história uma grande luta contra o Politeísmo, enraizado em todos povos da Antiguidade ?

O POVO HEBREU:

Há aproximadamente 4000 anos, grandes povos viviam às margens do Mediterrâneo, na Ásia e na África, formando duas grandes potências: o Egito e a Caldéia. Entre esses dois reinos, existiam dois pequenos países, a Síria e Canaã, sendo este último também chamado de Palestina.

O povo Hebreu, um dos muitos povos que habitavam essa região, pertencia ao ramo dos semitas, descendentes de Sem, filho de Noé. Daí, a relação entre semita e judeu, que até hoje, são palavras consideradas sinônimas.

Segundo a tradição judaica, o primeiro patriarca foi Abraão, natural da cidade de Ur, na Caldéia, que emigrou para a Palestina, no Século XIX a.C., na época do Grande Rei Hamurábi.

A RELIGIÃO JUDAICA:

Abraão fundou o Judaísmo, por volta de 1700 a.C., após receber uma ordem de Deus ou Jeová, para transportar-se com sua família para a Palestina.

O neto de Abraão, o patriarca Jacó, também chamado Israel, teve 12 filhos, origem das 12 tribos israelitas. E aquele povo ganhou o nome de Povo de Israel.

A vida nômade e agrícola do Povo de Israel durou cerca de 500 anos. Terminaram por se instalar na região do Delta do Nilo, uma das terras mais ricas e produtivas do Egito, onde foram muito bem recebidos, pois o Egito, na época, estava sob o domínio dos hicsos, um povo também de origem semita.

Depois da expulsão dos hicsos, os Hebreus passaram a ser objeto de exploração por parte dos egípcios e transformaram-se em escravos do Faraó.

Por volta de 1300 a.C., Deus suscitou-lhes um libertador, na pessoa de Moisés, o grande legislador hebreu, descendente de Abraão. Sob sua guia, os hebreus passaram o Mar Vermelho, para retornar à terra de Canaã, atual Palestina.

Quando chegaram ao Monte Sinai, ao norte do Mar Vermelho, Moisés recebeu de Jeová, os Dez Mandamentos ou Decálogo. Estava firmada a aliança entre Jeová e seu povo. Daí, se chamar Arca da Aliança, a arca de cedro que guardava os Dez Mandamentos, gravados em tábua de pedra.

Muitos reis se passaram, na história do Povo de Israel. Depois de Salomão, filho de Davi, que transformou Jerusalém em centro religioso, as tribos dividiram-se em dois Reinos distintos: o de Israel, na Samaria; e o de Judá, com capital em Jerusalém.

O Reino de Israel foi devastado em 721 a.C., pelos assírios e não mais reconstruído; resta o Reino de Judá, enfrentando toda a sorte de adversidades, como escravidão, guerras e invasões. Depois da destruição do Templo de Jerusalém, pelos romanos, em 70 d.C., e da destruição da cidade, em 135 d.C., os judeus se dispersaram por todos os continentes, em um movimento que ficou conhecido como a Segunda Diáspora Judaica, sem, contudo, perder sua identidade cultural e religiosa. Somente em 1948, termina a Diáspora, com a criação do Estado de Israel.

O VELHO TESTAMENTO:

Supostamente escrito por Moisés, o Velho Testamento começa com os cinco livros, conhecidos como Pentateuco Mosaico. O aparecimento dessas obras data, aproximadamente, de 1550 a 1300 a.C. Vimos que a história do povo hebreu, protagonizada por Abraão, data de 1700 a.C.

Os cinco livros atribuídos a Moisés são:

GÊNESIS: Trata da origem da Criação, do mundo terreno e do homem. Através de uma narrativa extremamente simbólica, o autor narra as fases do surgimento do Universo, da Terra e de todos os seres animados e inanimados.

ÊXODO: Descreve os principais episódios da libertação do povo hebreu, após 400 anos de escravidão no Egito.

LEVÍTICO: Traz as instruções destinadas à orientação dos cultos entre os seguidores de Moisés e Deus.

NÚMEROS: Relata parte da história da peregrinação dos hebreus, no deserto, em direção à Canaã, a Terra Prometida, e traz informações sobre o censo realizado, apurando as pessoas que fizeram a viagem, depois da fuga do Egito.

DEUTERONÔMIO: É um código de leis, promulgadas por Moisés, com a finalidade de reorganizar a vida social do povo. Neste livro, entre inúmeras outras lei incompatíveis com a realidade de hoje, encontramos a proibição referente ao contato com “os mortos”. Cabe lembrar que, tal prática era muito comum entre os egípcios, sendo realizada de forma fútil e desrespeitosa, o que levou o legislador a proibir essas atividades. Mais tarde, porém, o próprio Moisés, na condição de “morto”, aparece e conversa com Jesus, no episódio da transfiguração, sobre o Monte Tabor.

OS PROFETAS: Também fazem parte do Velho Testamento, um conjunto de 34 livros, referentes aos demais profetas, onde, quase todos, profetizam sobre a vinda de um Grande Espírito, que implantaria o Reino de Deus no coração dos homens de boa vontade. Todas essas previsões realizam-se, integralmente, na pessoa de Jesus Cristo.

O NOVO TESTAMENTO:

Segundo Herculano Pires, em sua obra “A Visão Espírita da Bíblia”,  o Novo Testamento, também chamado de Evangelho, não pertence, de fato, à Bíblia. É outro livro, escrito muito mais tarde, reunindo vários escritos sobre Jesus e seus ensinamentos.

A mensagem do Novo Testamento, tem como foco central, a figura de Jesus Cristo – sua vinda, seus atos e sua mensagem. Podemos também encontrar, no Novo Testamento, a  narrativa dos discípulos diretos e indiretos, bem como o Livro Profético do Apocalipse que, de forma simbólica, traz profecias referentes ao fim “do velho mundo” e o estabelecimento de um período de regeneração planetária.

CONCLUSÃO:

Neste estudo, buscamos enfocar uma retrospectiva histórica, um panorama da época em que “tudo começou”.  Conhecer a origem da Bíblia e a realidade do povo em meio ao qual ela surgiu, se faz necessário para o entendimento de alguns preceitos que, se mal interpretados, podem parecer muito mais do que realmente significam.

Herculano Pires nos esclarece que “pesquisa históricas revelam que os livros da Bíblia têm origem na literatura oral do povo judeu. Só depois do exílio na Babilônia foi que Esdras conseguiu reunir e compilar os livros orais e proclama-los, em praça pública, como a lei do Judaísmo, ditada por Deus.”

Nosso objetivo, a partir de agora, é centrar nossos estudos no Evangelho Segundo o Espiritismo, baseado, unicamente, no Novo Testamento e, portanto, na figura e na mensagem de Jesus. Oportunamente, incluiremos comentários de Herculano Pires, sobre a visão espírita da Bíblia, onde sustenta a posição de Kardec, quando afirmou que, o que está errado, na Bíblia, é a interpretação que os homens dão a ela.

“Os que souberem levantar o véu da alegoria encontrarão, na Bíblia, os mesmos e eternos princípios esclarecidos, mais tarde, por Jesus e pelo Espírito da Verdade.” (Allan Kardec)


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

HERCULANO PIRES. Visão Espírita da Bíblia.
OSVALDO RODRIGUES DE SOUZA. História Geral.
ANTÔNIO JOSÉ; BORGES HERMIDA. Compêndio de História Geral.
NELSON PILLETI; JOSÉ ROBSON DE A.ARRUDA. Toda a História – História Geral e História do Brasil.
BIBLIA SAGRADA. Editora Ave Maria.

Pesquisa e Elaboração: Kika



domingo, 14 de agosto de 2011

MAGNETISMO E PASSE:

CONSIDERAÇÕES E CONCEITOS:

Historicamente, a terapia magnética pode ser considerada como uma das mais antigas formas de curar que a Humanidade conheceu.

Em “Desobsessão e Apometria”, Vitor Ronaldo Costa orienta que “os fenômenos magnéticos servem de alicerce às manifestações espíritas; e a interligação é tão acentuada que se torna impossível falar de um sem mencionar o outro. Desde tempos imemoriais, o magnetismo humano tem sido o instrumento de excelência, implícito nos procedimentos não ortodoxos, voltado para os campos da cura. A imposição de mãos, com a finalidade de se obter o alívio das dores humanas, tanto era praticado no velho Egito quanto na Palestina contemporânea de Jesus.”

A partir do Século XVIII, com o advento da Doutrina Espírita e estudos do médico alemão Franz Mesmer, o magnetismo passou a fundamentar todo o acervo de fenômenos mediúnicos, analisados por Allan Kardec.

Dentro desse contexto, falar em fluídos, mediunidade, passe, água fluidificada, preces e irradiações – e, inclusive, em Apometria – é falar em Doutrina Espírita conciliada a técnicas fundamentadas no magnetismo.

Para compreender magnetismo, basta entender que, quando duas mentes entram em sintonia - uma de forma ATIVA e outra de forma RECEPTIVA – cria-se uma corrente mental fluídica, cujo efeito permite que o ATIVO exerça influência sobre o RECEPTIVO. Daí, o conceito: Magnetismo é o processo através do qual um indivíduo – na condição de emissor – transmite energias capazes de atuar sobre todos os Corpos Sutis de outro indivíduo; agora na condição de receptor.

Trata-se, portanto, de uma transfusão energética, em âmbito psico-físico; e que resulta na troca de elementos vivos e atuantes; representando recurso fundamental no equilíbrio e harmonização do Perispírito.

É muito importante lembrar aqui, que o caráter benéfico ou nocivo dessa transfusão energética vai depender da qualidade da vibração, gerada pela força mental empregada pelo emissor.

No âmbito da Doutrina Espírita, evidencia-se a tendência de conciliar a prática magnética com o sentimento de religiosidade; embasado nos ensinamentos do Evangelho: “Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Daí de graça o que de graça recebestes.”

Há quem pense, entretanto, que com essas palavras, Jesus estava concedendo a seus discípulos, poderes especiais para operar curas, aparentemente, miraculosas. Puro engano. Ele estava apenas alertando para uma potencialidade adormecida em nós. E que só cabe, unicamente, a nós despertá-la.

É importante ressaltar que significativa parte da população sequer imagina ser portadora da faculdade magnética e, por conseqüência, desconhece as propriedades curativas do magnetismo humano; ao alcance daqueles que desejam praticá-lo. Sendo assim, o que Jesus apontou foi essa possibilidade do indivíduo, uma vez imbuído do sentimento de fraternidade e amor incondicional, exercitar a terapêutica magnética, utilizando-se da imposição das mãos.

Por outro lado, o daí de graça o que de graça recebestes, vem reafirmar a máxima cristã da Caridade, ou seja, a gratuidade dos benefícios concedidos, em seu nome, através da mediunidade curadora.  E quando ao magnetismo curador, Jesus apenas se referiu a algo que já se encontra ao alcance de todos aqueles que manifestam boa vontade e amor ao próximo. Como já vimos, são potencialidades que já possuímos; e que aguardam, apenas, o momento do despertar; através do estudo e da prática; em um compromisso único de doação e amor ao próximo.

O estudo teórico, aliado à prática, potencializa o passista no que tange ao conhecimento do magnetismo e seus efeitos; permitindo um melhor direcionamento dessa energia; e contribuindo para o aperfeiçoamento da terapia magnética.

PASSE MAGNÉTICO:

Entende-se por passe magnético uma modalidade de auxílio e socorro aos que sofrem de moléstias do Corpo e do Espírito; através da doação voluntária de fluídos salutares e curativos; objetivando a cura, a harmonização e o reequilíbrio do indivíduo.

O passe atua, diretamente, no Perispírito do receptor; agindo de três formas distintas:

Revitalizador Energético: Repõe as energias perdidas
Limpeza: Dispersa os fluídos negativos contraídos e acumulados
Equilíbrio: Auxilia na cura de enfermidades, a partir do reequilíbrio do Perispírito.

FUNDAMENTOS E OBJETIVOS:

Não é de hoje que o magnetismo – e isso inclui a prática do Passe – vem sendo utilizado com a finalidade terapêutica de vencer doenças de toda ordem. No entanto, para que a técnica apresente efeitos significativos, é preciso atender a alguns princípios fundamentais:

Pensamento e Vontade: “Existindo no homem a vontade em diferentes graus de desenvolvimento, em todas as épocas, sempre serviu para curar quanto para aliviar.” (Allan Kardec. Revista Espírita, Janeiro de 1864.)

Pensamento e Vontade caminham juntos na técnica do Passe Magnético. A transmissão fluídica, portanto, não obedece apenas ao gesto mecânico de impor as mãos sobre o receptor. É preciso algo muito mais profundo, em essência. A operação é de natureza mental, com repercussão nos campos astral, etérico e físico. Isso leva a concluir que o intimo querer do magnetizador é fator primordial no sucesso ou infortúnio da técnica.

Por outro lado, a ação do magnetismo no organismo humano é tão dinâmica quanto profunda; e pode ser comparada à ação de um agente químico capaz de alterar a intimidade da célula. Sob ação magnética, as moléculas orgânicas “não-saudáveis” passam a ser substituídas por moléculas vibratoriamente saudáveis; a tal ponto de, gradativamente, restabelecer a saúde.

Prece e Ação dos Espíritos: “A prece, que é um pensamento, quando fervorosa, ardente, feita com fé, produz o efeito da magnetização, não só chamando o concurso dos bons Espíritos, mas dirigindo ao doente uma corrente fluídica saudável.” (Allan Kardec. Revista Espírita, Setembro de 1865.)

De acordo com Geraldo Serrano, a prece faz com que consigamos tudo: curemos a nós mesmos; resistamos às maiores tentações; ultrapassemos os maiores perigos;  e que encontremos Deus em qualquer lugar.

Em “Mecanismos da Mediunidade”, André Luiz orienta que “(...) em toda situação e em qualquer tempo, cabe ao médium passista, buscar na prece o fio de ligação com os planos mais elevados da Vida; porquanto, através da oração, contará com a presença sutil dos instrutores que atendem aos misteres da Providência Divina; a lhe utilizarem os recursos para a extensão incessante do Eterno Bem.”

Da mesma forma, cabe ao receptor manter o pensamento elevado, buscando entrar em sintonia com o Plano Maior, colaborando na transfusão energética. Há de se notar, no entanto, que nem sempre as vibrações conseguem penetrar no organismo; por conta de alguns aspectos que André Luiz esclarece: “Alinhando apontamentos, começamos a reparar que alguns enfermos não alcançavam a mais leve melhoria. As irradiações magnéticas não lhes penetravam o veículo orgânico. Registrando o fenômeno, a pergunta de Hilário não se fez esperar.
- Por que ?
–Falta-lhes o estado de confiança – esclareceu o orientador.
– Será, então, indispensável a fé para que registrem o socorro de que necessitam?
– Ah! sim. Em fotografia precisamos de chapa impressionável para deter a imagem, tanto quanto em eletricidade carecemos do fio sensível para a transmissão da luz. No terreno das vantagens espirituais, é imprescindível que o candidato apresente uma certa “tensão favorável”. Essa tensão decorre da fé. Certo, não nos reportamos ao fanatismo religioso ou à cegueira da ignorância, mas sim à atitude de segurança íntima, com reverência e submissão, diante das Leis Divinas, em cuja sabedoria e amor procuramos arrimo. Sem recolhimento e respeito na receptividade, não conseguimos fixar os recursos imponderáveis que funcionam em nosso favor, porque o escárnio e a dureza de coração podem ser comparados a espessas camadas de gelo sobre o templo da alma. (Nos Domínios da Mediunidade, cap. 17.)

PASSE MAGNÉTICO LONGITUDINAL:

Existem vários tipos de Passe e qualquer um deles funciona, quando praticado dentro dos princípios de doação e amor incondicional; em ambiente impregnado de Paz, Luz e Harmonia.

Dentro do nosso trabalho, utilizamos o PASSE MAGNÉTICO LONGITUDINAL, ou seja, aquele aplicado ao longo do corpo, de cima para baixo; A base fundamental dessa aplicação é a formação de uma corrente fluídica que, veiculada pelas mãos do passista, atuam em todo o campo vibratório do receptor.

O passe longitudinal movimenta os fluídos e os distribui; e quando ultrapassam as extremidades, os descarregam. É basicamente no movimento que esse tipo de passe se diferencia do tradicional, comumente aplicados com as mãos fixas em apenas um ponto.
 

 

O PASSE LONGITUDINAL EM CINCO PASSOS:

Abertura dos Chacras, em movimento longitudinal.
Limpeza dos Chacras.
Energização dos Chacras, conforme giro de cada um.
Harmonização dos Chacras
Fechamento dos Chacras, sobre o Coronário

PRINCIPAIS CHACRAS:



CORONÁRIO: Parte superior central da cabeça.
FRONTAL: Terceiro Olho, localizado entre as sobrancelhas.
LARINGEO: Pescoço, altura da garganta.
CARDÍACO: Coração
ESPLÊNICO: Região abdominal, Baço
UMBILICAL: Abaixo do Umbigo.
BÁSICO: Base da coluna, órgãos genitais.

RESPONSABILIDADE E CONDUTA DO PASSISTA:

O passista deve tomar certas providências em relação à sua própria conduta, pois a mente influi, poderosamente, sobre todos os seus centros de forças, os quais canalizam as energias que os seus pensamentos, somados aos seus sentimentos, direcionam. É bom não esquecer que o passista é doador de fluidos aos que sofrem. A troca de fluidos entre as pessoas é lei de equilíbrio.

Todavia, é indispensável saber o que estamos recebendo e ofertando, e quais os valores que oferecemos e que nos são oferecidos. Não basta ter vontade - que é o primeiro passo para esse trabalho no bem -, é preciso compreender o que deve e como deve ser feito, para melhor fazer, mantendo a consciência harmoniosa e pacificada.

André Luiz ensina que, "assim como na medicina Terrena é necessária uma assepcia para realizar um trabalho, o médium passista também necessitará de vigilância no seu campo de ação, porquanto a sua higiene espiritual resultará o reflexo naqueles que se proponha socorrer." (Mecanismos da Mediunidade, Cap.XXII)

O passista é um sensitivo de energias circulantes afins, pelo que, no momento do passe, não pode alimentar sentimentos vis. É preciso entregar seu coração e sua inteligência à influência do amor, à sintonia com os bons Espíritos, conscientes de que, se doarmos Luz, ficaremos inundados de claridade; mas se oferecermos sombras, sofreremos suas conseqüências decorrentes.

HIGIENE PESSOAL: Duas razões básicas impõem cuidados quanto à higiene corporal do passista:

a) os desequilíbrios a que submetemos o corpo físico são refletidos no perispírito, contribuindo para uma má qualidade dos fluidos a serem transferidos;
b) os odores próprios da falta de higiene desarticulam a capacidade de concentração mental necessária ao receptor do passe.

VESTUÁRIO: Boa parcela dos encarnados ainda enfrenta problemas relacionados à área da sexualidade, pelo que o uso de determinadas roupas funciona como catalizador de pensamentos abusivos que distoam completamente da serenidade requerida para a câmara de passe, o que conduz à recomendação para observarmos a cautela quanto ao vestuário a ser utilizado no dia-a-dia.

ALIMENTAÇÃO: Pela questão 723 de "O Livro dos Espíritos", deduz-se que "permitido é ao homem alimentar-se de tudo o que lhe não prejudique a saúde". Neste capítulo, cada um deve observar-se detidamente, sabendo já que todo excesso é tão mais prejudicial ainda que a relativa escassez alimentar.

TABAGISMO:  Os resíduos do fumo no organismo desarmonizam o campo vibratório e lesionam o perispírito do passista e, por conseqüência, repercutem no corpo material. A responsabilidade do passista tem de levá-lo a reduzir ao máximo seu vício, se ainda não conseguir total abstinência, fazendo com que não fume ao menos três (3) a quatro (4) horas antes do trabalho no passe.

DROGAS: O usuário de qualquer tipo de tóxico não deve participar das tarefas de doação fluídica.

ATMOSFERA FLUÍDICA: A qualidade da atmosfera fluídica que envolve o passista é sempre elemento dos mais determinantes quanto aos resultados que se obtém através do passe. O passista deve, por isso, buscar permanentemente a melhoria de sua psicosfera, através de todos os meios ao seu alcance.
O estudo, o trabalho, o exercício da caridade, a vigilância e a prece são algumas das ferramentas ao seu dispor para alcançar esse objetivo.

SEXO: A vida Sexual a nível mental influencia o desempenho do passista, pois o pensamento atrai energias positivas ou negativas, conforme o que se pensa. A grosso modo, seria muito bom, principalmente, no dia da tarefa, manter a "casa mental" adequadamente limpa e harmonizada.

Nenhum artificialismo, porém, há de impor-se como regra de uso. Há circunstâncias especiais para atender, porém, desde que o sexo seja fundamentado no amor, no respeito e na responsabilidade pelos sentimentos e pela individualidade do parceiro, não pode haver qualquer incompatibilidade entre a sua prática e o exercício do passe.

AGITAÇÃO: Quando a pessoa abarca mais compromissos do que pode dar conta, deve se conscientizar de fazer o que lhe é mais importante, para fazer bem. A tarefa do passe exige presença assídua e dedicação. Normalmente é preferível não contar com um passista do que raramente contar com ele.

TRABALHO E REPOUSO: O trabalho diário do passista deve ser metodizado, sob pena de prejudicar a reserva dos bons fluidos. O repouso para dormir precisa ser no mínimo de seis (6) a sete (7) horas por noite, para que o organismo não se ressinta de fadigas não reparadas, levando em conta também que o excedente desse tempo pode ser considerado supérfluo e prejudicial.

IDADE: Durante o passe, há um acentuado desgaste energético do passista e, embora em um corpo saudável e equilibrado a recuperação seja rápida, é desaconselhável o trabalho do passe para pessoas muito jovens ou muito idosas. Não é possível estabelecer limites muito rígidos, já que cada organismo tem suas peculiaridades, mas como regra geral desaconselha-se a atividade para menores de dezoito (18) e maiores de setenta (70) anos.

MEDIUNIDADE OSTENSIVA: Desde que observados os períodos de descanso para reposições fluídicas, o médium que participa de reuniões mediúnicas pode dar passes. No entanto, como a tarefa do passe não exige qualquer tipo de mediunidade ostensiva, é sempre um gesto de amor dar preferência a tarefeiros que não apresentem os requisitos para a mediunidade.

OBSESSÃO: A condição de passista não isenta da possibilidade de desequilíbrios e muito menos das obsessões. Diante das primeiras evidências de uma situação dessas, é imperiosa a interrupção dos trabalhos de passe, ocasião em que o passista passa à condição de paciente, devendo submeter-se então ao tratamento re-equilibrante e desobsessivo. É grande a responsabilidade do passista, porque, se não evitar o exercício do passe, insistindo em executá-lo, poderá transferir para o paciente, aspectos do seu desequilíbrio.

QUANTIDADE E FREQUÊNCIA: Ao contrário do que muitos possam pensar, dar passe não gasta energia nem deixa o passista fraco. Admitir que passista precisa de passe, logo após aplicá-lo em outras pessoas, é admitir a formação de um círculo vicioso, onde sempre alguém acabará prejudicado em seu potencial energético. Quem irá energizar o último, logo depois dele atender o penúltimo? À bem da verdade, essa crença decorre do desconhecimento da técnica do passe; bem como de tudo o que acontece, no Mundo Invisível, no momento da prática.  Ao doar seus recursos, o organismo do passista se recupera por si só; contando também com o auxílio dos Técnicos Espirituais que, ali presentes, limpam e revitalizam os médiuns.  Em caso de indisposição física, aconselha-se ao passista que não se habilite para a atividade, naquele dia; pois não estará praticando um ato de caridade ao exceder à sua capacidade física. Isso pode até representar o oposto, à medida que o trabalhador esgotado deixará de proporcionar as energias restauradoras de que tanto necessitam aqueles que aportam em uma Casa Espírita.

OUTRAS ATIVIDADES:

Cabe ao médium passista colocar-se à disposição não apenas para a aplicação do passe; mas também colaborar com outras atividades, no momento da organização e preparação dos trabalhos. Citamos algumas: arrumar ou recolher as cadeiras; disponibilizar os copinhos e providenciar a água; organizar a fila para o passe, chamando as pessoas, conforme o número de passistas disponíveis; oferecer água fluidificada ao final de cada sessão. Todas essas atividades representam, sem sombra de dúvidas, um ato de doação; desde que realizados com AMOR. Sem ele, nada acontece ! 

Pesquisa e Elaboração: Kika