sexta-feira, 24 de junho de 2011

ESTUDANDO O AGREGADO HUMANO:

Duplo Etérico, Centros Vitais, Enfermos e Enfermidades



Considerando-se toda célula em ação por unidade viva, qual motor microscópico, em conexão com a usina mental, é claramente compreensível que todas as agregações celulares emitam radiações e que essas radiações se articulem, constituindo-se “tecidos de forças". (André Luiz, em Evolução em Dois Mundos)

"Tecidos de Forças"

Todos os seres vivos se revestem de um “halo energético” que lhes correspondem à natureza.

"Halo Energético"

No homem essa projeção surge enriquecida e modificada pelos fatores do pensamento contínuo que modelam, em derredor da personalidade, o conhecido “corpo vital ou duplo etérico”. (André Luiz – Evolução em dois mundos)

Projeção do duplo etérico

O duplo etérico é um corpo fluídico, que se apresenta como uma duplicata energética do indivíduo, interpenetrando o seu corpo físico, ao mesmo tempo em que parece dele emergir.

O duplo etérico emite uma emanação energética que se apresenta em forma de raias ou estrias que partem de toda a sua superfície.

Ao conjunto dessas raias é que, geralmente, se denomina “aura interna”.

Aura Interna

O duplo etérico é a parte do perispírito mais grosseira e próxima do corpo. Reservatório de vitalidade, necessário, durante a vida física, à reposição de energias gastas ou perdidas. Com a desencarnação, essa estrutura se desintegra com a própria organização física. (Jorge Andréa - Psicologia Espírita Vol II)
Espírito encarnado
Espírito desencarnado

Os nossos pensamentos que são produtos do espírito, interagem com o envoltório fluídico que nos cerca, produzido principalmente pelas emanações do duplo etérico. Assim são plasmadas as formas-pensamento, que adquirem uma espécie de “vida” própria.

Essas formas-pensamento – nossas criações mentais – são verdadeiros “pacotes fluídicos” que, a partir do momento em que se exteriorizam para o ambiente, ficam ao sabor das forças de atração e repulsão que regem os deslocamentos dos fluidos.

Sempre que, através dos nossos pensamentos e sentimentos, entramos em ressonância vibratória com um destes “pacotes”, ele é imediatamente atraído e, ao atingir-nos, será parcialmente, ou totalmente, assimilado pelo nosso organismo, produzindo, em nós, efeitos de conformidade com suas características vibratórias específicas: os bons causando bem-estar, os maus induzindo toda sorte de desequilíbrios.

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OS CENTROS VITAIS

Na superfície do “Duplo Etérico” podem ser observadas certas regiões características bem singulares. Elas são geralmente descritas como tendo a aparência de redemoinhos. São os chamados “Centros Vitais”. Seus diâmetros variam de caso a caso, mas de um modo geral medem de um a cinco centímetros. Apresentam, em sua superfície, altos e baixos, como uma onda. Lembram uma flor, sendo que o número de “pétalas” parece ser uma característica de cada centro.




Existem, também, no perispírito, estruturas semelhantes às do “Duplo Etérico”. Entre cada centro do duplo etérico e o seu correspondente no perispírito observa-se a existência de laços fluido-magnéticos permanentes que os interligam e que só se desligam com a morte do corpo físico. São esses laços que, juntos, formam o geralmente denominado cordão fluídico ou cordão prateado. O cordão fluídico é o elo entre o corpo físico e o perispírito.



É importante observar que existem, no corpo físico, plexos nervosos importantes nas regiões correspondentes aos centros vitais, exceção feita ao centro coronário e ao centro frontal.



Para o aplicador de passes é muito importante ter sempre em mente que os centros vitais captam energias, transferindo-as ao corpo físico e também que todos eles encontram-se em constante permuta energética entre si, fazendo com que qualquer desequilíbrio em um deles reflita-se automaticamente em todo o conjunto e, por consequência, em todo o corpo físico.


Centro Frontal

Localizado na região situada entre as sobrancelhas, atua sobre o córtex cerebral, com ação predominante sobre o funcionamento global do sistema nervoso. Exerce forte ação sobre a hipófise, controlando, por esse meio, todo o sistema endócrino. Está ligado às atividades intelectuais e à vidência mediúnica.



Centro laríngeo

Localizado na região anterior do pescoço é ele que exerce controle sobre a respiração e fonação, estando também ligado ao mecanismo da audição. É um centro muito importante, pois a materialização das idéias através da palavra reforça, em muito, a precisão das formas que estão sendo plasmadas por ação do pensamento. Também tem ligações com a audição mediúnica.

Centro cardíaco
Localizado na região do coração, dirige a emotividade e a distribuição das energias vitalizantes no organismo. Em virtude das tensões características do mundo moderno, e da dificuldade que ainda temos em controlar as nossas emoções, é hoje um dos centros que, no adulto, comumente apresenta desequilíbrios.

Centro esplênico

Localizado na região anterior esquerda do organismo, onde se localiza a última costela, ele controla o equilíbrio hemático, sendo o principal elemento de captação das energias do plano espiritual, principalmente do fluido cósmico universal, daí sua grande influência sobre a vitalidade do indivíduo.

Centro gástrico

Também conhecido como solar, está localizado um pouco acima do umbigo. Age fundamentalmente sobre os órgãos da digestão e apresenta, também, certa ligação com o estado emocional do indivíduo.

Centro genésico

Também conhecido como sagrado, está localizado na região do baixo ventre. Suas energias agem sobre os órgãos ligados à reprodução, às atividades sexuais e ainda sobre os estímulos referentes ao trabalho intelectual.

Iremos investigar as causas fundamentais que dão origem às enfermidades do corpo e da mente e que são a fonte principal dos nossos sofrimentos e pesares.

O aplicador de passes responsável que tem como objetivo maior ajudar a restaurar o equilíbrio orgânico do paciente, deve dedicar-se ao estudo das situações que conduzem e influenciam tais desequilíbrios.

Bezerra de Menezes, no livro “Grilhões partidos”, revela-nos que “toda enfermidade, resguardada em qualquer nomenclatura, sempre resulta das conquistas negativas do passado espiritual de cada um.

De conformidade com suas origens, as enfermidades humanas podem ser classificadas em três grandes grupos que são:

1.Patologias fluídico-ambientais;

2.Patologias obsessivas;

3.Patologias cármicas.


Patologias fluídico-ambientais


Vivemos envoltos em emanações das mais variadas espécies e no nosso planeta predominam ainda os fluidos de qualidade inferior.


Em decorrência da absorção de fluidos deletérios ambientais é que, na grande maioria das vezes, desfaz-se a harmonia funcional relativa em que se mantém o nosso organismo, fenômeno que se exterioriza, geralmente, sob a forma de uma enfermidade qualquer. Quando isso ocorre estamos diante de um exemplo típico do a que chamamos “patologia fluídico-ambiental”.

A forma mais adequada de evitarmos problemas de ordem fluídica é procurarmos manter um padrão vibratório elevado, cultivando bons pensamentos. Assim procedendo, estaremos criando defesas contra patologias de origem ambiental.

Evitar ambientes fluidicamente poluídos é uma recomendação que se aplica a todos e principalmente aos aplicadores de passes, principalmente nos dias de trabalho assistencial.

Se deixarmos cair nosso padrão vibratório, captando fluidos indesejáveis, devemos recorrer aos mecanismos de limpeza fluídica ao nosso alcance, ou seja, o passe (autopasse) e a prece.

Patologias obsessivas

No decorrer das nossas reencarnações temos prejudicado vários companheiros de jornada, transformando-os em vítimas ou comparsas devido as nossas más ações e pensamentos. Após a morte do corpo físico, muitos desses companheiros, cheios de sentimentos de rancor, ódio e vingança, procuram o revide e, quando conseguem nos encontrar se transformam em “obsessores cármicos”.

Existem também os casos de “obsessão por afinidade”. Esta é a situação em que um espírito desencarnado, normalmente ainda muito ligado às coisas materiais, identifica em um encarnado inclinações e sentimentos semelhantes aos seus e se elege nosso companheiro.

Observam-se casos em que o espírito obsessor ignora completamente a sua própria condição de desencarnado. Não raro, apresenta ainda todas as sensações que experimentava por ocasião da morte física e, por isso mesmo ao se aproximar de um encarnado, transmiti-lhe os sintomas da enfermidade ou acidente que causou sua morte. É comum que o desequilíbrio se estenda a outras pessoas que convivam com ele.

Além dos prejuízos que a proximidade continuada de um espírito desencarnado pode causar, temos ainda um fator agravante, as emanações fluídicas de ódio, vingança, etc., emitidas pelo obsessor.

Nos processos obsessivos, o passe é um mecanismo de rearmonização de valor inestimável, embora sempre como terapia de natureza complementar.

Patologias cármicas

Nas encarnações passadas e na atual temos utilizado nosso organismo de maneira imprópria, comprometendo o seu delicado equilíbrio funcional, chegando, muitas vezes, a provocar redução do tempo de permanência no plano físico.


É o caso do uso do álcool, do fumo, das drogas, dos excessos alimentares, etc. Em outras ocasiões o problema está vinculado a aspectos puramente comportamentais, como usamos nossas potencialidades e como tiramos proveito da posição ocupada na sociedade.

De um modo simplificado, os mecanismos de ação da “lei de causa e efeito”, podem ser expostos das seguintes formas:

Se o erro cometido tem sua causa ligada aos aspectos funcionais do organismo - suicídio, bebida, drogas, etc. – o efeito corretivo desencadeia-se de imediato, podendo ter continuidade após o desencarne, em razão de que lesionando-se o corpo físico, lesiona-se o corpo espiritual (Perispírito).

Se o erro cometido tem sua causa ligada aos aspectos morais o mecanismo corretivo é diferente, e nem sempre se inicia de imediato. Em tais casos o resgate cármico é desencadeado a partir da percepção do erro cometido, estando relacionado com sua capacidade de compreender as leis universais, isto é, sua evolução moral.

Em termos de assistência fluídica, para casos de enfermidade orgânica de origem cármica, tudo o que se pode fazer é aliviar suas manifestações.
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Glossário

Córtex cerebral: Designação atribuída à região mais superficial do cérebro, conhecida também por massa cinzenta, onde se encontram os corpos celulares dos neurônios, que formam o tecido nervoso central; Deletério - Nocivo à saúde; prejudicial; venenoso; Epífise ( Pineal ) - Glândula de secreção interna.

Esplênico: Relativo ao baço.


Halo: Círculo luminoso que se observa em volta de seres e objetos; auréola; Hipófie ( Pituitária ) - Glândula endócrina situada na base do crânio


Patologia: Estudo das doenças, seus sintomas e natureza das modificações que elas provocam no organismo.


Timo: Glândula de secreção interna, situada na base do pescoço, ficando a sua maior parte atrás da parte superior do esterno, e que se desenvolve entre o nascimento e a puberdade, diminuindo depois muito gradualmente.


Tireóide: Glândula de secreção interna, situada na parte anterior-superior da laringe; cartilagem que, à frente, protege a laringe

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Há no organismo algumas glândulas das quais a função é essencial para a vida. São conhecidas pelo nome de "glândulas endócrinas" ou de secreção interna, porque as substâncias por elas elaboradas passam diretamente para o sangue. Estas glândulas não têm, portanto, um duto excretor, mas são os próprios vasos sangüíneos que, capilarizando-se nelas, recolhem as secreções. As glândulas de secreção interna ou endócrinas distinguem-se, assim, nitidamente, das glândulas de secreção externa, ditas exócrinas; estas últimas são, na verdade, dotadas de um ducto excretor e compreendem as glândulas do aparelho digestivo, como as glândulas salivares.


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Bibliografia


O Passe – Jacob Melo


O Passe Espírita – Luiz Carlos de M. Gurgel


Passe e Passista – Roque Jacintho


Passes e Curas Espirituais – Wenefledo de Toledo


Os Chakras – C. W. Leadbeater
 


Material retirado do site: http://geas-sp.blogspot.com
 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A CARTA DO CHEFE SEATTLE:




Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:

    "O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.

Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
 
    Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.

Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.

Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.
    Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.

De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.

    Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."