quinta-feira, 1 de setembro de 2011

PALESTRANTES DO MÊS - SETEMBRO 2011:

03 SAB MARCIA
07 QUA FRANCINE

10 SAB CLAUDIA
14 QUA SANDRA
17 SAB LAIS
21 QUA DAURA
24 SAB LORENI

UM MERGULHO NO EVANGELHO - Parte 02


ESTUDO DO “EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”
INTRODUÇÃO


OBJETIVO DA OBRA:

As matérias contidas nos Evangelhos podem ser divididas em cinco partes distintas: os atos comuns da vida de Cristo; os milagres; as predições; as palavras que foram tomadas pela Igreja para fundamento de seus dogmas; e o ensino moral.

Ao longo da História, as quatro primeiras tem sido objeto de constantes controvérsias. A última, porém, permanece inatacável. Diante desse Código Divino, a própria incredulidade se curva.

Para os homens, em particular, aquele Código constitui uma regra de conduta capaz de abranger todas as circunstâncias da vida pública e privada; o princípio de todas as relações sociais, baseados na mais rigorosa justiça. E, finalmente, acima de todas as coisas, o roteiro infalível para a felicidade, o levantamento de uma ponta do véu que nos encobre a vida futura. É exatamente nesta parte que se embasa o objetivo desta obra.

A forma alegórica e o intencional misticismo da linguagem do Evangelho; faz com que ele seja lido, pela maioria, apenas por dever e desencargo de consciência. Da mesma maneira, é feita a leitura das preces, sem entendimento e, portanto, sem proveito. Assim, passam-lhes despercebidos os preceitos morais, disseminados aqui e ali, intercalados em meio às narrativas. Torna-se, então, impossível tornar, o conjunto,  objeto de leitura e meditações especiais.

Muitas passagens, tanto dos Evangelhos quanto da Bíblia e, até mesmo, da obra de autores sacros em geral, são consideradas ininteligíveis e, muitas vezes, irracionais. Tudo isso se dá pela falta de uma chave que lhes faculte interpretar, de forma correta, e lhes apreender o verdadeiro sentido. É no Espiritismo que esta chave se apresenta e se completa, como já puderam reconhecer todos aqueles que, ao longo de sua História, o tem, seriamente, estudado.

Esta é uma obra para todos, onde, todos podem buscar a maneira correta de proceder, de acordo com a moral do Cristo. Aos Espíritas, oferece aplicações que, de modo geral, lhes dizem respeito. Graças às relações estabelecidas, desde o princípio e de forma permanente, entre os homens e o mundo invisível, a Lei Evangélica que os próprios Espíritos ensinaram, a todas as nações do Planeta, já não será “letra morta”. Cada um conseguirá compreende-la e se verá, incessantemente, levado a colocá-la em prática, a conselho de seus guias espirituais.

As instruções que provém dos Espíritos são, verdadeiramente, as vozes do Céu, que vem esclarecer aos homens, e convida-los à prática do Evangelho.

SUGESTÃO DE ESTUDO:
Leitura de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” – Introdução, Parte I.

Psquisa e Elaboração: Kika

UM MERGULHO NO EVANGELHO - Parte 01


ESTUDO DO "EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO"
HISTÓRIA DOS HEBREUS

INTRODUÇÃO:

Para entender o Evangelho, é preciso, num primeiro momento, entender a Bíblia e, para tanto, conhecer um pouco da história do povo, em meio ao qual ela surgiu.

A Bíblia, cujo nome quer dizer, simplesmente, “O Livro” é, na verdade, uma biblioteca que reúne diversos livros da religião hebraica. São 42 livros escritos por diversos autores. Todos foram escritos em hebraico e aramaico, para mais tarde, serem traduzidos para o latim, por São Jerônimo, na conhecida Vulgata Latina, do Século V de nossa Era.

“No primeiro dia, Deus criou o céu e a terra”. Assim começa a Gênese, o primeiro livro da Bíblia. E com essa afirmação, a religião dos hebreus se separou, desde o princípio, de todas as demais filosofias religiosas da Antiguidade. Estava criada a primeira religião monoteísta que se tem notícia - o Judaísmo.

Mas quem foi esse povo, intitulado “Povo de Deus”, e que fez de sua história uma grande luta contra o Politeísmo, enraizado em todos povos da Antiguidade ?

O POVO HEBREU:

Há aproximadamente 4000 anos, grandes povos viviam às margens do Mediterrâneo, na Ásia e na África, formando duas grandes potências: o Egito e a Caldéia. Entre esses dois reinos, existiam dois pequenos países, a Síria e Canaã, sendo este último também chamado de Palestina.

O povo Hebreu, um dos muitos povos que habitavam essa região, pertencia ao ramo dos semitas, descendentes de Sem, filho de Noé. Daí, a relação entre semita e judeu, que até hoje, são palavras consideradas sinônimas.

Segundo a tradição judaica, o primeiro patriarca foi Abraão, natural da cidade de Ur, na Caldéia, que emigrou para a Palestina, no Século XIX a.C., na época do Grande Rei Hamurábi.

A RELIGIÃO JUDAICA:

Abraão fundou o Judaísmo, por volta de 1700 a.C., após receber uma ordem de Deus ou Jeová, para transportar-se com sua família para a Palestina.

O neto de Abraão, o patriarca Jacó, também chamado Israel, teve 12 filhos, origem das 12 tribos israelitas. E aquele povo ganhou o nome de Povo de Israel.

A vida nômade e agrícola do Povo de Israel durou cerca de 500 anos. Terminaram por se instalar na região do Delta do Nilo, uma das terras mais ricas e produtivas do Egito, onde foram muito bem recebidos, pois o Egito, na época, estava sob o domínio dos hicsos, um povo também de origem semita.

Depois da expulsão dos hicsos, os Hebreus passaram a ser objeto de exploração por parte dos egípcios e transformaram-se em escravos do Faraó.

Por volta de 1300 a.C., Deus suscitou-lhes um libertador, na pessoa de Moisés, o grande legislador hebreu, descendente de Abraão. Sob sua guia, os hebreus passaram o Mar Vermelho, para retornar à terra de Canaã, atual Palestina.

Quando chegaram ao Monte Sinai, ao norte do Mar Vermelho, Moisés recebeu de Jeová, os Dez Mandamentos ou Decálogo. Estava firmada a aliança entre Jeová e seu povo. Daí, se chamar Arca da Aliança, a arca de cedro que guardava os Dez Mandamentos, gravados em tábua de pedra.

Muitos reis se passaram, na história do Povo de Israel. Depois de Salomão, filho de Davi, que transformou Jerusalém em centro religioso, as tribos dividiram-se em dois Reinos distintos: o de Israel, na Samaria; e o de Judá, com capital em Jerusalém.

O Reino de Israel foi devastado em 721 a.C., pelos assírios e não mais reconstruído; resta o Reino de Judá, enfrentando toda a sorte de adversidades, como escravidão, guerras e invasões. Depois da destruição do Templo de Jerusalém, pelos romanos, em 70 d.C., e da destruição da cidade, em 135 d.C., os judeus se dispersaram por todos os continentes, em um movimento que ficou conhecido como a Segunda Diáspora Judaica, sem, contudo, perder sua identidade cultural e religiosa. Somente em 1948, termina a Diáspora, com a criação do Estado de Israel.

O VELHO TESTAMENTO:

Supostamente escrito por Moisés, o Velho Testamento começa com os cinco livros, conhecidos como Pentateuco Mosaico. O aparecimento dessas obras data, aproximadamente, de 1550 a 1300 a.C. Vimos que a história do povo hebreu, protagonizada por Abraão, data de 1700 a.C.

Os cinco livros atribuídos a Moisés são:

GÊNESIS: Trata da origem da Criação, do mundo terreno e do homem. Através de uma narrativa extremamente simbólica, o autor narra as fases do surgimento do Universo, da Terra e de todos os seres animados e inanimados.

ÊXODO: Descreve os principais episódios da libertação do povo hebreu, após 400 anos de escravidão no Egito.

LEVÍTICO: Traz as instruções destinadas à orientação dos cultos entre os seguidores de Moisés e Deus.

NÚMEROS: Relata parte da história da peregrinação dos hebreus, no deserto, em direção à Canaã, a Terra Prometida, e traz informações sobre o censo realizado, apurando as pessoas que fizeram a viagem, depois da fuga do Egito.

DEUTERONÔMIO: É um código de leis, promulgadas por Moisés, com a finalidade de reorganizar a vida social do povo. Neste livro, entre inúmeras outras lei incompatíveis com a realidade de hoje, encontramos a proibição referente ao contato com “os mortos”. Cabe lembrar que, tal prática era muito comum entre os egípcios, sendo realizada de forma fútil e desrespeitosa, o que levou o legislador a proibir essas atividades. Mais tarde, porém, o próprio Moisés, na condição de “morto”, aparece e conversa com Jesus, no episódio da transfiguração, sobre o Monte Tabor.

OS PROFETAS: Também fazem parte do Velho Testamento, um conjunto de 34 livros, referentes aos demais profetas, onde, quase todos, profetizam sobre a vinda de um Grande Espírito, que implantaria o Reino de Deus no coração dos homens de boa vontade. Todas essas previsões realizam-se, integralmente, na pessoa de Jesus Cristo.

O NOVO TESTAMENTO:

Segundo Herculano Pires, em sua obra “A Visão Espírita da Bíblia”,  o Novo Testamento, também chamado de Evangelho, não pertence, de fato, à Bíblia. É outro livro, escrito muito mais tarde, reunindo vários escritos sobre Jesus e seus ensinamentos.

A mensagem do Novo Testamento, tem como foco central, a figura de Jesus Cristo – sua vinda, seus atos e sua mensagem. Podemos também encontrar, no Novo Testamento, a  narrativa dos discípulos diretos e indiretos, bem como o Livro Profético do Apocalipse que, de forma simbólica, traz profecias referentes ao fim “do velho mundo” e o estabelecimento de um período de regeneração planetária.

CONCLUSÃO:

Neste estudo, buscamos enfocar uma retrospectiva histórica, um panorama da época em que “tudo começou”.  Conhecer a origem da Bíblia e a realidade do povo em meio ao qual ela surgiu, se faz necessário para o entendimento de alguns preceitos que, se mal interpretados, podem parecer muito mais do que realmente significam.

Herculano Pires nos esclarece que “pesquisa históricas revelam que os livros da Bíblia têm origem na literatura oral do povo judeu. Só depois do exílio na Babilônia foi que Esdras conseguiu reunir e compilar os livros orais e proclama-los, em praça pública, como a lei do Judaísmo, ditada por Deus.”

Nosso objetivo, a partir de agora, é centrar nossos estudos no Evangelho Segundo o Espiritismo, baseado, unicamente, no Novo Testamento e, portanto, na figura e na mensagem de Jesus. Oportunamente, incluiremos comentários de Herculano Pires, sobre a visão espírita da Bíblia, onde sustenta a posição de Kardec, quando afirmou que, o que está errado, na Bíblia, é a interpretação que os homens dão a ela.

“Os que souberem levantar o véu da alegoria encontrarão, na Bíblia, os mesmos e eternos princípios esclarecidos, mais tarde, por Jesus e pelo Espírito da Verdade.” (Allan Kardec)


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

HERCULANO PIRES. Visão Espírita da Bíblia.
OSVALDO RODRIGUES DE SOUZA. História Geral.
ANTÔNIO JOSÉ; BORGES HERMIDA. Compêndio de História Geral.
NELSON PILLETI; JOSÉ ROBSON DE A.ARRUDA. Toda a História – História Geral e História do Brasil.
BIBLIA SAGRADA. Editora Ave Maria.

Pesquisa e Elaboração: Kika